Há batalhas que podem ser vencidas. E há batalhas que apenas nos ensinama soltar as armas. Durante muito tempo, o coração insiste. Tenta corrigir o passado. Reescrever palavras. Impedir partidas. Alterar escolhasque já seguiram seu caminho. Mas o tempo não volta. As estações não recuam. Os rios não retornamà nascente. E lutar contra certas verdades… Continuar lendo A paz de aceitar o que não se pode mudar
Categoria: Coleções de Leitura
A saudade tem muitos endereços
A saudade tem muitos endereços. Nem sempre morana mesma rua da lembrança. Às vezes vivenuma fotografia esquecida,numa canção antiga,num perfume levado pelo vento. Outras vezes, esconde-se em lugares improváveis. Numa esquina qualquer. Numa palavra ouvida por acaso. Num sabor que atravessa anose devolve ao coraçãoum tempo que parecia distante. Há saudades de pessoas. De vozes.… Continuar lendo A saudade tem muitos endereços
Os lutos que ninguém vê
Nem todo lutocaminha vestido de preto. Nem toda perdarecebe flores. Nem toda dorencontra palavras. Existem despedidasque acontecem em silêncio, longe dos olhares,longe das cerimônias,longe da compreensão dos outros. Há o lutopela pessoa que mudoue já não habita o mesmo lugardentro de nós. O luto pelos sonhosque não chegaram a nascer. Pelos caminhosque ficaram para trás.… Continuar lendo Os lutos que ninguém vê
As duas pátrias da alma
Há quem pertençaa uma única terra. E há quem carreguemais de um horizontedentro do peito. Para essas pessoas, a saudade aprendea falar dois idiomas. O coração divide-seentre paisagens diferentes, entre ruas que ficaram para tráse caminhos que se tornaram lar. Uma pátria vive na memória. Tem o cheiro da infância,o sabor das receitas antigas,as vozes… Continuar lendo As duas pátrias da alma
O peso leve dos dias simples
Durante muito tempo, acreditou-seque a felicidade morava longe. Escondida atrás de grandes conquistas,de sonhos extraordinários,de momentos rarosque mudariam tudo. E assim os olhosprocuravam horizontes distantes, sem percebero que florescia ao redor. Os dias simples passavam. Chegavam discretos,sem anúncios,sem promessas grandiosas. Um café ainda quentenuma manhã fria. A chuva tocando a janela. Uma conversa sem pressa.… Continuar lendo O peso leve dos dias simples
