Autoconhecimento e Verdade

O peso das máscaras

Há máscaras

que não escondem
o rosto.

Escondem
a alma.

São feitas
de sorrisos
apressados,

de respostas
ensaiadas,

de forças
que já não existem,

mas continuam
sendo exibidas
ao mundo.

Vestimo-las
sem perceber.

Para sermos
aceitos.

Para evitar
explicações.

Para não decepcionar.

Pouco a pouco,

a máscara
aprende
o nosso nome.

E o espelho

já não sabe
mais distinguir

quem somos

de quem
aprendemos
a parecer.

O peso
não está
em usá-la
por um instante.

Está em esquecer

como é respirar

sem ela.

Mas chega
um dia

em que o cansaço
fala mais alto.

A aparência
já não basta.

O coração
pede espaço

para existir
sem disfarces.

É um encontro
delicado.

Porque retirar
uma máscara

também significa
aceitar

que nem todos
compreenderão
o rosto
que sempre esteve
por trás dela.

Ainda assim,

há uma liberdade

que só nasce
quando deixamos
de representar
a própria vida.

Quando o olhar
já não procura
aprovação,

mas verdade.

E, diante
do espelho,

não há mais
personagem.

Há apenas
alguém

que finalmente
descobriu

a leveza

de ser

quem sempre foi.

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