Onde quer que esteja,
há lembranças que não aprendem a partir.
Não porque prendem,
mas porque se transformam
naquilo que o tempo não desfaz.
O carinho permanece
na delicadeza dos gestos vividos.
O respeito continua
como uma presença invisível
que jamais precisou de palavras altas.
A admiração repousa
em tudo o que foi verdadeiro,
mesmo quando os caminhos
escolhem horizontes diferentes.
Porque o que nasceu da sinceridade
não depende da distância,
nem da ausência,
nem dos dias que passam.
Há afetos
que deixam de caminhar ao lado,
mas nunca deixam de existir
na memória da alma.
E talvez seja essa
a forma mais bonita de permanecer:
não ocupando o presente,
mas iluminando, em silêncio,
tudo aquilo que um dia
foi vivido com verdade.
