Relacionamentos e Vínculos

Onde o amor aprende a respirar

Há amores
que não precisam apertar
para permanecer.

Eles aprendem
que presença verdadeira
não nasce do controle,
mas do espaço
onde a confiança pode florescer.

Porque prender
nem sempre é cuidar.

Às vezes,
é apenas o medo
tentando falar mais alto
que o afeto.

Há limites
que protegem a alma
sem fechar portas.

Há silêncios
que respeitam
sem abandonar.

Há distâncias
que não separam,
apenas ensinam
que ninguém deve perder a si
para caber em outro coração.

O amor aprende a respirar
quando deixa de vigiar
cada passo,
cada ausência,
cada escolha.

Quando entende
que confiar
não é não sentir medo,
mas não permitir
que o medo governe
o vínculo.

E quando o limite chega,
ele não vem como castigo.

Vem como cuidado,
como verdade,
como a mão firme
de quem também precisa
se proteger.

Porque amar
não é possuir.

É caminhar perto
sem prender.

É cuidar
sem diminuir.

É permanecer
sem transformar o outro
em território.

Onde o amor aprende a respirar,
há liberdade
sem abandono.

Há presença
sem domínio.

Há dois corações
inteiros o bastante
para se escolherem
sem deixarem
de existir.

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