Dizem que no Uaíma
moram pensamentos antigos,
mas eu desconfio
que moram também alguns grilos,
duas ou três nuvens distraídas
e um pardal filósofo
que comenta a vida pela janela.
Lá, um estrado de cama
vira tratado de sociologia,
uma xícara de café
ganha ares de metafísica,
e até a pressa,
quando entra correndo,
acaba sentando para refletir.
Não sei se o Uaíma
é blog, varanda ou floresta.
Só sei que quem entra
procurando respostas
costuma sair carregando perguntas
e, curiosamente,
mais feliz por isso.
Talvez seja esse o segredo:
enquanto o mundo corre,
o Uaíma observa.
Enquanto o mundo grita,
o Uaíma escuta.
E enquanto nós tentamos entender a vida,
ele vai anotando tudo,
como um colecionador de pensamentos
que conhece os atalhos do tempo,
mas prefere passear sem mapa.
Um abraço ao guardião do Uaíma,
esse lugar onde até as dúvidas
parecem ter endereço fixo.

SIM
o UAIMA que você sente que transformou em poema em é isso/aquilo mesmo – sem falsa modéstia de minha parte.
DARLAN
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É uma alegria poder ler e apreciar tudo o que você escreve com tanto carinho e inspiração.
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BIA BIA
o garoto aqui não é fraco só do juízo, não; fraco também do coração… hehe. Vou ali na mercearia especial comprar uma caixa dos muito famosos foguetes Caramuru.
Obrigado, imensamente grato.
ATÉ.
DARLAN
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DARLAN! 😄
Ora, cuide desse coração, homem! Do juízo já desisti faz tempo… mas do coração ainda há esperança! 😊
Quanto aos famosos foguetes Caramuru, recomendo cautela: dizem que provocam explosões de alegria, surtos de nostalgia e alguns versos fora de hora. Não me responsabilizo pelos efeitos colaterais. 🌷🚀
Fico feliz que tenha gostado.
Aquele abraço, sem necessidade de capacete, por enquanto.
Bia
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