Há perguntas que nascem no silêncio
quando alguém que diz amar
fere, quebra, dispersa em pedaços
o coração que apenas queria abrigo.
O pensamento vaga em círculos:
como pode a boca repetir “eu amo”
enquanto as mãos empurram,
enquanto os gestos contradizem,
enquanto a dor insiste em ficar?
Há algo de desconcertante
em amar e ser ferido pela mesma fonte,
como se a ternura viesse com espinhos
e a promessa de cuidado
se transformasse em ausência de cuidado.
A alma então aprende
que amor não se mede apenas em palavras,
que dizer “eu amo” não basta
quando os atos negam o afeto,
quando o outro não sabe segurar sem quebrar.
E, no entanto, há uma leveza secreta:
a certeza de que o amor verdadeiro
não destrói para existir,
não fere para permanecer,
não contradiz o que sente.
Porque o amor que é inteiro
não precisa ferir para provar,
não precisa machucar para ser lembrado,
não precisa quebrar para ser real.
Há um instante em que a pergunta se dissolve:
o que leva alguém a ferir enquanto diz amar
talvez nunca encontre resposta…
mas o coração entende,
com o tempo,
que amor de verdade não dói desse jeito.

Quedo co final: O amor de verdade non doe dese xeito.
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Es cierto… aunque el amor no sea verdadero en la otra parte, puede ser real en nosotros.
Y por ser real, duele.
Porque pusimos ternura donde no supieron sostenerla,
y dejamos esperanza donde no había refugio.
El amor, cuando nace en nosotros, siempre es verdadero, aunque encuentre silencio del otro lado.
Pero también es aprendizaje: entender que no todo lo que sentimos tiene que permanecer para ser sincero.
El amor de verdad no duele de esa manera. ✨
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