Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras 2

Quando o amor fere

Há perguntas que nascem no silêncio

quando alguém que diz amar

fere, quebra, dispersa em pedaços

o coração que apenas queria abrigo.

O pensamento vaga em círculos:

como pode a boca repetir “eu amo”

enquanto as mãos empurram,

enquanto os gestos contradizem,

enquanto a dor insiste em ficar?

Há algo de desconcertante

em amar e ser ferido pela mesma fonte,

como se a ternura viesse com espinhos

e a promessa de cuidado

se transformasse em ausência de cuidado.

A alma então aprende

que amor não se mede apenas em palavras,

que dizer “eu amo” não basta

quando os atos negam o afeto,

quando o outro não sabe segurar sem quebrar.

E, no entanto, há uma leveza secreta:

a certeza de que o amor verdadeiro

não destrói para existir,

não fere para permanecer,

não contradiz o que sente.

Porque o amor que é inteiro

não precisa ferir para provar,

não precisa machucar para ser lembrado,

não precisa quebrar para ser real.

Há um instante em que a pergunta se dissolve:

o que leva alguém a ferir enquanto diz amar

talvez nunca encontre resposta…

mas o coração entende,

com o tempo,

que amor de verdade não dói desse jeito.

2 comentários em “Quando o amor fere”

    1. Es cierto… aunque el amor no sea verdadero en la otra parte, puede ser real en nosotros.
      Y por ser real, duele.
      Porque pusimos ternura donde no supieron sostenerla,
      y dejamos esperanza donde no había refugio.

      El amor, cuando nace en nosotros, siempre es verdadero, aunque encuentre silencio del otro lado.
      Pero también es aprendizaje: entender que no todo lo que sentimos tiene que permanecer para ser sincero.

      El amor de verdad no duele de esa manera. ✨

      Curtir

Deixar mensagem para paideleo Cancelar resposta