Entre Sentir e Curar

A saudade que mora sem voltar

Há ausências que não se explicam.

Que não diminuem com o tempo.

Que permanecem como uma marca suave,

às vezes dor, às vezes ternura.

São presenças que não estão mais,

mas que o coração insiste em manter na sala mais bonita da memória.

Porque algumas histórias não se apagam

elas apenas se tornam intocáveis.

E a saudade, quando não encontra retorno,

vira morada silenciosa dentro de nós.

Uma espécie de jardim que não floresce mais,

mas que ainda guarda o perfume de um tempo que fez sentido.

Não é sobre prender-se ao passado,

mas sobre aceitar que certas ausências

continuam nos acompanhando

como se nunca tivessem partido.

E tudo bem.

Porque há memórias que, mesmo doendo,

a gente escolhe não deixar ir.

2 comentários em “A saudade que mora sem voltar”

    1. Sim… há ausências que permanecem não pela dor, mas pelo conforto que ainda trazem.

      Algumas saudades aquecem como lembrança de um tempo em que tudo parecia no lugar e, por isso, a gente escolhe guardá-las perto.

      Curtido por 1 pessoa

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