Nem sempre o que nos paralisa está fora.
Muitas vezes, é o que ecoa por dentro.
Frases que foram ditas em momentos de dor.
Silêncios que ensinaram medo.
Olhares que não acolheram.
Rejeições que viraram verdades.
A mente aprende a se proteger cedo demais.
Cria caminhos seguros, evita riscos, repete padrões.
E, na tentativa de não se ferir, acaba construindo um cárcere invisível.
É sutil.
Acreditar que não é capaz.
Evitar começar para não falhar.
Diminuir os próprios sonhos para caber na expectativa alheia.
Desistir antes de tentar — pra não decepcionar.
Mas chega um momento em que algo dentro já não aceita viver assim.
O corpo começa a adoecer de contenção.
A alma fica apertada demais nas versões que não servem mais.
E o coração — silencioso, mas persistente — começa a chamar de volta.
É quando o verdadeiro movimento começa.
Não pra fora, mas pra dentro.
Um desaprender paciente.
Um libertar-se gentil.
Um lembrar de si.
E mesmo que nada mude de imediato do lado de fora,
por dentro, algo já começou a se mover em silêncio.

😍👏
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Tusen takk! 😊
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