Algumas companhias são tão barulhentas que a gente se esquece do som da própria alma.
E então, quando o silêncio chega, assusta.
Não por causa do silêncio em si
mas pelo eco de tudo o que foi calado por dentro.
Estar só não é solidão quando há um encontro.
Com memórias.
Com verdades guardadas.
Com perguntas que só o tempo pode responder.
Às vezes, é preciso coragem para se sentar ao lado de si mesmo.
Sem distrações.
Sem máscaras.
Sem pressa de ir embora.
E, aos poucos, a presença se torna abrigo.
O medo se acalma.
E o silêncio revela o mais bonito reencontro:
o de você com você.
