O Peso Invisível das Expectativas

Libertar-se com gentileza

Nem sempre o que nos paralisa está fora.

Muitas vezes, é o que ecoa por dentro.

Frases que foram ditas em momentos de dor.

Silêncios que ensinaram medo.

Olhares que não acolheram.

Rejeições que viraram verdades.

A mente aprende a se proteger cedo demais.

Cria caminhos seguros, evita riscos, repete padrões.

E, na tentativa de não se ferir, acaba construindo um cárcere invisível.

É sutil.

Acreditar que não é capaz.

Evitar começar para não falhar.

Diminuir os próprios sonhos para caber na expectativa alheia.

Desistir antes de tentar — pra não decepcionar.

Mas chega um momento em que algo dentro já não aceita viver assim.

O corpo começa a adoecer de contenção.

A alma fica apertada demais nas versões que não servem mais.

E o coração — silencioso, mas persistente — começa a chamar de volta.

É quando o verdadeiro movimento começa.

Não pra fora, mas pra dentro.

Um desaprender paciente.

Um libertar-se gentil.

Um lembrar de si.

E mesmo que nada mude de imediato do lado de fora,

por dentro, algo já começou a se mover em silêncio.

2 comentários em “Libertar-se com gentileza”

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