Autoconhecimento e Verdade

A energia que se cultiva

Nem tudo chega
por acaso.

Há encontros
que parecem coincidência,
mas talvez sejam respostas
ao que a alma vem emitindo
em silêncio.

Há caminhos
que se abrem
quando algo por dentro
muda de lugar.

Porque a vida também escuta
o que não se diz.

Escuta o medo
que se alimenta todos os dias.

Escuta a esperança
que insiste em permanecer.

Escuta a paz
que começa pequena
e vai ocupando espaço
onde antes havia inquietação.

Aquilo que se cultiva por dentro
não fica preso
dentro da alma.

Transborda no olhar,
nas escolhas,
na forma de chegar,
de ficar,
de partir
e de permitir.

Quem carrega peso demais
muitas vezes aceita pouco.

Quem reconhece
a própria luz
começa a perceber
onde ela também existe.

Não é sobre negar a dor,
fingir alegria
ou sorrir quando tudo pesa.

É sobre compreender
que aquilo que se alimenta
cresce.

Quando se alimenta medo,
o mundo parece ameaça.

Quando se alimenta paz,
o caminho parece possível.

Quando se alimenta amor-próprio,
o abandono deixa de parecer destino.

Há uma força silenciosa
em mudar a própria frequência.

Não para controlar a vida,
mas para não se perder
dentro dela.

Porque quando o coração
é tratado com mais cuidado,
ele deixa de caber
em lugares que ferem.

Quando a mente encontra calma,
para de procurar tempestades
em todos os horizontes.

Quando a alma se aproxima
daquilo que é leve,
o que pesa demais
começa a perder espaço.

E então,
sem grande anúncio,
a vida responde diferente.

Algumas portas se fecham
como proteção.

Algumas presenças se afastam
como livramento.

Algumas oportunidades chegam
como reflexo
do que finalmente amadureceu
por dentro.

Atrai-se
não apenas o que se deseja,
mas também aquilo
que se acredita merecer.

Por isso,
é preciso cuidar
do que vibra na alma.

Da palavra que se repete.
Do pensamento que se alimenta.
Da energia que se permite ficar.
Do amor que se aprende a receber.

Porque o mundo ao redor
muitas vezes começa a mudar
quando a alma entende
que não precisa mais
ficar onde sua luz
não encontra espaço
para existir.

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