Há dias em que a mente
não caminha:
corre.
Corre para exames que ainda não existem,
para notícias que não chegaram,
para dores que talvez sejam apenas cansaço,
mas que o medo transforma
em sentença.
A ansiedade fala alto.
Repete cenários,
inventa finais,
veste pequenos sinais
com roupas de tragédia.
E, de repente,
o corpo inteiro escuta.
O coração acelera,
o peito aperta,
o pensamento gira
como quem procura uma saída
dentro da própria preocupação.
Mas nem tudo que assusta
é verdade.
Nem todo medo
é pressentimento.
Nem todo pensamento
merece ser seguido
até o fim.
Às vezes,
a mente só está cansada
de tentar proteger
aquilo que ama.
E talvez seja preciso
voltar devagar:
para a respiração,
para o chão,
para o agora,
para o que existe
antes da imaginação ferir.
Quando a ansiedade fala mais alto
Há dias em que a mente
não caminha:
corre.
Corre para exames que ainda não existem,
para notícias que não chegaram,
para dores que talvez sejam apenas cansaço,
mas que o medo transforma
em sentença.
A ansiedade fala alto.
Repete cenários,
inventa finais,
veste pequenos sinais
com roupas de tragédia.
E, de repente,
o corpo inteiro escuta.
O coração acelera,
o peito aperta,
o pensamento gira
como quem procura uma saída
dentro da própria preocupação.
Mas nem tudo que assusta
é verdade.
Nem todo medo
é pressentimento.
Nem todo pensamento
merece ser seguido
até o fim.
Às vezes,
a mente só está cansada
de tentar proteger
aquilo que ama.
E talvez seja preciso
voltar devagar:
para a respiração,
para o chão,
para o agora,
para o que existe
antes da imaginação ferir.
