No início,
era casa.
Havia calor,
havia luz,
havia descanso.
Mas o tempo mudou os ventos.
As paredes continuaram de pé.
O telhado continuou no lugar.
E, ainda assim,
o abrigo desapareceu.
Muitas vezes,
o medo da partida
é maior que o sofrimento da permanência.
Por isso alguns permanecem.
Dias.
Meses.
Anos.
Esperando que as ruínas
voltem a ser lar.
Mas certas portas
já não conduzem ao acolhimento.
Certas janelas
já não deixam entrar a luz.
E permanecer
cobra um preço silencioso.
Pouco a pouco,
leva a alegria,
a esperança,
a própria identidade.
Até que um dia
surge a coragem.
Não para lutar.
Mas para partir.
Porque existem despedidas
que não representam perda.
Representam sobrevivência.
Publicado por Bia Mundal
Olá, eu sou Bia Mundal.
Sou escritora motivacional e acredito no poder transformador das palavras.
Não o poder que grita, mas o que sussurra com verdade, toca onde ninguém vê e acende pequenas luzes dentro da gente.
Escrevo a partir da minha própria travessia:
espiritualidade vivida com leveza, resiliência silenciosa, cura emocional e a arte de existir com mais presença e sentido.
Acredito que cada palavra carrega um destino.
E que, quando nasce com alma, ela encontra quem precisa ler.
Este espaço é um abrigo.
Um lugar para respirar fundo, se escutar com mais gentileza, se reconhecer — e, quem sabe, se reencontrar.
Se alguma palavra minha te tocar,
então tudo já terá valido a pena.
Bem-vindo ao 'Sinfonia de Palavras", e
que essa jornada, de algum modo, também possa ser sua. ✨
Ver todos os posts de Bia Mundal