Há quem pense
que o amor tem apenas um rosto.
Mas o amor é rio.
Muda de forma
sem deixar de ser água.
Existe o amor que protege,
como as árvores antigas
que oferecem sombra
sem perguntar quem passa.
Existe o amor que ensina,
que segura uma mão pequena
até que ela aprenda
a caminhar sozinha.
Existe o amor que espera.
Não por fraqueza,
mas por esperança.
E existe o amor que solta.
Talvez o mais difícil de todos.
Há amores que chegam
como tempestades de verão,
intensos,
luminosos,
inesquecíveis.
E há amores que se parecem
com a luz da manhã,
discretos,
constantes,
presentes em todos os dias.
Alguns amam com palavras.
Outros,
com gestos silenciosos.
Há quem diga “eu te amo”.
Há quem demonstre
ao permanecer.
Há amores que duram uma vida.
Há amores que duram um instante,
mas continuam ecoando
por muitos anos.
Nenhuma forma é igual à outra.
Nenhuma história
segue o mesmo desenho.
Porque o amor verdadeiro
não vive na aparência dos gestos,
mas na sinceridade
com que habita o coração.
E talvez a sua maior beleza
esteja justamente nisso:
ser infinito em suas formas,
como o mar que muda a cada onda,
mas nunca deixa
de ser mar.
