O que te faz feliz?
Será o sol pousando devagar
sobre os telhados ao entardecer?
Ou o perfume da terra molhada
depois que a chuva vai embora?
Talvez seja uma mesa simples,
cercada por vozes queridas,
ou uma canção antiga
que desperta lembranças adormecidas.
Quem sabe a felicidade more
nas coisas que quase passam despercebidas:
uma xícara quente nas mãos,
uma janela aberta para o vento,
um abraço sincero,
um instante de paz.
Talvez ela não esteja nas grandes conquistas,
nem nos aplausos do mundo,
mas nos pequenos milagres
que acontecem todos os dias.
O voo livre dos pássaros,
o sorriso de uma criança,
uma palavra gentil recebida
quando o coração mais precisava.
A felicidade tem esse costume:
esconde-se no simples,
caminha sem fazer barulho,
e aparece quando os olhos aprendem
a agradecer.
Por isso, antes de procurar longe,
olha ao redor.
Talvez aquilo que te faz feliz
já esteja aí, silenciosamente,
esperando apenas ser percebido.
E talvez a pergunta mais bonita não seja:
“O que me falta para ser feliz?”
Mas sim:
“Quantas razões para ser feliz já vivem comigo?”
