A raiva vai passar.
Sempre passa.
E quando o silêncio vier depois dela,
trará consigo algo mais profundo que o perdão:
a clareza.
A clareza de que o engano não define quem foi enganado.
De que o uso não apaga o valor de quem foi usado.
De que a mentira pode tocar a superfície,
mas nunca corrompe a essência.
Há quem tente diminuir o que não compreende,
mas o coração íntegro permanece inteiro
mesmo quando ferido.
Porque a alma verdadeira pode ser traída,
mas nunca se torna pequena.
