Às vezes não é o amor que termina,
é a confiança que se parte em silêncio.
Palavras que poderiam ser abrigo
se transformam em pedras
lançadas contra o coração.
A intimidade, tão frágil e sagrada,
merece ser guardada com cuidado,
não usada como arma.
Quando isso acontece,
o que resta é um cansaço profundo,
um vazio que não se explica,
e a dor de perceber
que o afeto virou ameaça.
É nesse instante que a vida convida
a soltar a mão que fere,
a deixar para trás a sombra do medo
e caminhar em direção à ternura
que ainda existe no mundo.
Porque sempre há um lugar
onde o afeto é sincero,
onde a palavra é casa,
onde a confiança floresce
sem precisar de defesa.
