Há quem acredite que o amor não conhece fronteiras,
que tudo suporta, tudo aguenta, tudo atravessa.
Mas o amor também tem seus contornos,
linhas invisíveis que o protegem de se transformar em dor.
O limite do amor não é falta de entrega,
é cuidado.
É o ponto onde o coração entende
que não precisa se ferir para provar sua força,
nem se anular para permanecer perto.
Há amores que crescem no espaço da liberdade,
onde cada um pode ser inteiro sem medo.
E há amores que se desgastam
quando confundem persistência com prisão.
O limite do amor é a fronteira suave
entre se doar e se perder.
Entre querer permanecer
e esquecer quem se é.
Amar, afinal, não é ultrapassar todos os limites,
mas reconhecer quais fronteiras mantêm viva
a delicadeza de permanecer verdadeiro.
