Às vezes, não é preciso ouvir nada.
O corpo já sabe.
O ar falta, o chão parece distante,
e a alma balança entre a vertigem e o vazio.
É como se cada batida do coração
fosse um aviso silencioso,
um sinal de que algo não se encaixa mais
no lugar seguro que se acreditava ter.
A suspeita não se anuncia em voz alta
ela invade como tempestade contida,
tirando o fôlego,
fazendo do peito um espaço estreito demais
para caber tanta dúvida.
E então, entre o medo de cair
e a esperança de estar errada,
só resta esse silêncio pesado,
que respira por dentro
e aperta como se fosse verdade.

Não é a toa que a yoga, o chi kung e mesmo a corrida baseiam tudo na respiração. No fluxo do ar e da energia. Quando as coisas se desequilibram, respirar fica mais difícil.
Um abraço.
Sim… a respiração carrega segredos do corpo e da alma. Quando o ar pesa, parece que até o silêncio dói. Obrigada por compartilhar essa visão tão verdadeira.