Entre Sentir e Curar

Morrer e renascer em silêncio

A gente morre muitas vezes em vida.

Não apenas quando o corpo desiste,

mas quando a alma se vê obrigada a deixar para trás

o que já não cabe,

o que já não sustenta,

o que já não devolve luz.

Morre-se em cada despedida não escolhida,

em cada silêncio que grita,

em cada sonho que se desmancha sem aviso.

São mortes pequenas e imensas ao mesmo tempo,

que esvaziam a gente por dentro

e deixam um espaço que parece impossível de preencher.

Mas é nesse vazio que algo novo se insinua.

Porque viver é também aprender a sobreviver.

E sobreviver, tantas vezes,

é aceitar morrer um pouco

para depois renascer com outras cores,

com outra pele,

com um coração mais profundo.

A felicidade não vem da ausência de quedas,

mas da coragem de atravessar todas elas.

De suportar os lutos invisíveis,

de reinventar-se depois de cada ruína,

de nascer de novo

mesmo quando parece que já não há mais força.

E é assim, entre mortes e renascimentos,

que a gente descobre:

a vida não é linear,

é feita de ciclos que se fecham e se abrem,

de dores que ensinam,

e de recomeços que nos empurram

para mais perto daquilo que chamamos de ser feliz.

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