A gente morre muitas vezes em vida.
Não apenas quando o corpo desiste,
mas quando a alma se vê obrigada a deixar para trás
o que já não cabe,
o que já não sustenta,
o que já não devolve luz.
Morre-se em cada despedida não escolhida,
em cada silêncio que grita,
em cada sonho que se desmancha sem aviso.
São mortes pequenas e imensas ao mesmo tempo,
que esvaziam a gente por dentro
e deixam um espaço que parece impossível de preencher.
Mas é nesse vazio que algo novo se insinua.
Porque viver é também aprender a sobreviver.
E sobreviver, tantas vezes,
é aceitar morrer um pouco
para depois renascer com outras cores,
com outra pele,
com um coração mais profundo.
A felicidade não vem da ausência de quedas,
mas da coragem de atravessar todas elas.
De suportar os lutos invisíveis,
de reinventar-se depois de cada ruína,
de nascer de novo
mesmo quando parece que já não há mais força.
E é assim, entre mortes e renascimentos,
que a gente descobre:
a vida não é linear,
é feita de ciclos que se fecham e se abrem,
de dores que ensinam,
e de recomeços que nos empurram
para mais perto daquilo que chamamos de ser feliz.

Lindo demais! 👏😍
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Palavras só se completam quando encontram quem as acolhe ✨ gratidão pela sua leitura.
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