Quando a dor pesa demais

Quando parece que nada resta

Há momentos em que a vida parece se fechar como uma porta pesada,

e o silêncio que fica ecoa mais alto do que qualquer palavra.

Pode ser a dor de uma guerra que arranca o chão,

a despedida de quem não volta,

ou o corpo que já não responde como antes.

Nessas horas, tudo parece já ter acabado.

O futuro perde o contorno,

o presente fica estreito,

e até o ar parece faltar.

Mas mesmo quando tudo parece ruir,

há algo que insiste em existir:

um fio, quase invisível,

que liga o que fomos ao que ainda podemos ser,

nem que seja por um instante a mais.

Esse fio pode ser uma lembrança boa,

um olhar que nos reconhece,

ou apenas o ato silencioso de seguir respirando,

mesmo sem saber por quê.

A esperança não grita.

Às vezes, ela só se deita ao nosso lado

e espera que possamos percebê-la.

E mesmo que hoje tudo pareça fim,

talvez, lá adiante,

descubramos que havia pequenos começos escondidos na escuridão.

3 comentários em “Quando parece que nada resta”

    1. Olá Irene,

      Você não está sozinha. Parece que um dos males silenciosos deste tempo é a exaustão mental diante de situações mais pesadas do que conseguimos carregar. Que bom saber que já está encontrando a saída desse buraco — que cada passo leve você para um lugar mais claro e respirável.

      Um abraço cheio de força e serenidade.💛✨

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