Às vezes, é o orgulho
e não o medo
que nos deixa mais vulneráveis.
Não parece à primeira vista.
Porque o orgulho finge força.
Finge controle.
Finge que não dói.
Mas por dentro… tudo racha.
Há quem prefira perder a paz
a reconhecer um erro.
Há quem carregue o mundo nas costas,
só para não aceitar uma mão estendida.
Há quem escolha o silêncio
mesmo quando o coração grita por reconciliação.
Orgulho que veste coragem demais
acaba sufocando a alma.
É um paradoxo cruel:
para não se sentir pequeno diante do outro,
alguém se diminui por dentro.
E sem perceber…
coloca a própria vida em risco.
Risco de solidão.
De esgotamento.
De se afastar tanto,
que nem sabe mais voltar.
Mas não é fraqueza pedir perdão.
Não é humilhação dizer “eu preciso de ajuda”.
Não é derrota abrir o coração
quando ele só quer respirar.
Orgulho que protege é maturidade.
Orgulho que isola… é um grito de dor travestido de bravura.
Às vezes, o maior ato de amor-próprio
é permitir que a verdade toque nossas feridas
com mansidão.
E deixar que a humildade reconstrua
o que o orgulho quase destruiu.

🙏👌
CurtirCurtido por 1 pessoa