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Quando o orgulho nos deixa vulneráveis

Às vezes, é o orgulho

e não o medo

que nos deixa mais vulneráveis.

Não parece à primeira vista.

Porque o orgulho finge força.

Finge controle.

Finge que não dói.

Mas por dentro… tudo racha.

Há quem prefira perder a paz

a reconhecer um erro.

Há quem carregue o mundo nas costas,

só para não aceitar uma mão estendida.

Há quem escolha o silêncio

mesmo quando o coração grita por reconciliação.

Orgulho que veste coragem demais

acaba sufocando a alma.

É um paradoxo cruel:

para não se sentir pequeno diante do outro,

alguém se diminui por dentro.

E sem perceber…

coloca a própria vida em risco.

Risco de solidão.

De esgotamento.

De se afastar tanto,

que nem sabe mais voltar.

Mas não é fraqueza pedir perdão.

Não é humilhação dizer “eu preciso de ajuda”.

Não é derrota abrir o coração

quando ele só quer respirar.

Orgulho que protege é maturidade.

Orgulho que isola… é um grito de dor travestido de bravura.

Às vezes, o maior ato de amor-próprio

é permitir que a verdade toque nossas feridas

com mansidão.

E deixar que a humildade reconstrua

o que o orgulho quase destruiu.

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