Sol e lua não competem.
Cada um chega quando é hora,
com a luz certa para o tempo que se vive.
O sol convida a despertar,
a se mostrar,
a caminhar com clareza.
A lua, a desacelerar,
a escutar o que o dia não soube dizer,
a sentir com mais profundidade.
São diferentes — e ainda assim, cumprem juntos o ciclo.
E talvez seja isso que nos ensinam:
que não é preciso ser sempre luz total,
nem viver em sombra para ter valor.
Há tempo para expandir,
e tempo para recolher —
onde luz e sombra se encontram
para iluminar, de forma plena, cada novo amanhecer.
