A sutileza tem muitas formas
e nem todas são leves.
Há a que acolhe:
o cuidado que não se impõe,
a presença que não exige,
a palavra que chega no tempo certo,
como quem toca sem apertar.
Mas há também a sutileza que fere:
o silêncio que nega,
o olhar que despreza sem dizer,
a ausência disfarçada de “discrição”.
Certas dores não gritam — mas marcam.
Ser sutil é uma arte.
E como toda arte,
pode ser usada com beleza ou com indiferença.
Por isso, é preciso escutar o que não foi dito,
sentir o que ficou no ar,
e reconhecer que nem tudo o que é suave é gentil
às vezes, é só uma maneira elegante de se afastar.
A sutileza, quando verdadeira, é gesto de alma.
Mas quando usada como escudo,
pode virar distância com perfume de delicadeza.
Publicado por Bia Mundal
Olá, eu sou Bia Mundal.
Sou escritora motivacional e acredito no poder transformador das palavras.
Não o poder que grita, mas o que sussurra com verdade, toca onde ninguém vê e acende pequenas luzes dentro da gente.
Escrevo a partir da minha própria travessia:
espiritualidade vivida com leveza, resiliência silenciosa, cura emocional e a arte de existir com mais presença e sentido.
Acredito que cada palavra carrega um destino.
E que, quando nasce com alma, ela encontra quem precisa ler.
Este espaço é um abrigo.
Um lugar para respirar fundo, se escutar com mais gentileza, se reconhecer — e, quem sabe, se reencontrar.
Se alguma palavra minha te tocar,
então tudo já terá valido a pena.
Bem-vindo ao 'Sinfonia de Palavras", e
que essa jornada, de algum modo, também possa ser sua. ✨
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Sinais ativos que nem sempre percebemos.
Excepcional!
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“Sinais ativos” — que expressão linda e precisa. Tão verdade: há gestos quase invisíveis que falam muito, mesmo quando a gente não percebe de imediato.
Obrigada por ler com essa sensibilidade que alcança a essência do texto. ✨
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