Há um brilho
que não precisa ser anunciado
para existir.
Ele permanece
nas esperanças guardadas,
nos sonhos ainda sem nome
e na coragem silenciosa
de continuar acreditando
depois de tantas incertezas.
Confiá-lo ao Universo
não significa deixar de caminhar,
mas compreender
que nem tudo precisa ser controlado
para encontrar o próprio destino.
Alguns caminhos
somente se revelam
quando a pressa se aquieta.
Algumas respostas
chegam depois que o coração
abandona a necessidade
de compreender tudo.
E há sementes
que parecem esquecidas
apenas porque florescem
em estações diferentes.
O Universo conhece
os movimentos invisíveis,
os encontros que se aproximam
e as portas que ainda
não podem ser vistas.
Talvez confiar
seja entregar o medo
sem entregar os sonhos.
Continuar cuidando da própria luz,
mesmo quando nenhum sinal
aparece no horizonte.
Porque aquilo que nasce
da parte mais verdadeira do ser
não perde o brilho
durante a espera.
Apenas aprende
a iluminar por dentro
até que o caminho,
finalmente,
também se ilumine.
