Nem todo amor sabe ir embora
quando chega a hora.
Alguns ficam
não por maldade,
mas por medo
de perder o lugar
onde um dia foram felizes.
Há saudades
que não entendem limites.
Há corações
que confundem cuidado
com permanência,
presença
com direito,
lembrança
com caminho de volta.
Mas amar
também é aprender
a soltar a mão
sem apagar a história.
É desejar que o outro respire,
mesmo longe.
É compreender
que nem toda ausência
é abandono.
E que, às vezes,
o amor mais bonito
é aquele que aceita
não vigiar a porta
por onde alguém escolheu sair.
