Envelhecer é afinar o silêncio,
é quando o tempo deixa de correr
e começa a cantar dentro da gente.
Os fios prateados não são despedidas,
são partituras escritas pelo vento,
memórias que aprenderam a brilhar.
A pele guarda mapas
de risos repetidos,
de lágrimas que ensinaram coragem,
de abraços que ficaram.
Envelhecer não é perder a primavera
é descobrir que dentro do peito
moram todas as estações.
É andar mais devagar
para ouvir melhor
a sinfonia de palavras
que a vida sussurra.
Porque o tempo, quando amadurece,
não pesa
ele floresce.
