Caiu?
Então levanta devagar.
Sem pressa, sem culpa, sem precisar justificar o tropeço.
Há dias em que tudo pesa.
Em que o chão parece o único lugar possível.
E tudo o que resta é respirar, uma vez, depois outra, até lembrar que ainda há dentro um pequeno movimento.
Levanta devagar.
Recolhe o que ficou espalhado, sem vergonha,
como quem aceita que existir também é cair de vez em quando.
A queda não apaga o caminho.
Apenas deixa marcas onde antes havia ilusão de firmeza.
Segue.
E, por um instante, fica tudo quieto,
mas é nesse silêncio que a alma volta a caber em si.

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