Entre Sentir e Curar

Quando o passado retorna apenas para partir

Há momentos em que o Universo permite que o passado retorne não para ser retomado, mas para ser compreendido. Histórias que ficaram abertas pedem, em silêncio, um último olhar, não por saudade, mas por verdade. É como se o ciclo precisasse ser visto de fora, com a consciência que antes não existia.

Quando pessoas antigas reaparecem, a intenção não é reacender vínculos.

É iluminar pontos obscuros, mostrar o que não foi percebido, revelar o que estava oculto nas entrelinhas. Às vezes, o impacto inicial vem forte: adrenalina, memória afetiva, surpresa. Mas basta observar com calma para entender que a visita não é sentimental, e sim evolutiva.

Retornos assim trazem clareza sobre escolhas, sobre padrões repetidos, sobre a diferença entre ser lembrado e ser realmente escolhido. Mostram a distância entre o que se viveu e o que se merece. E revelam, com elegância, que certas ausências não foram perda, foram proteção.

Mercúrio retrógrado costuma abrir portas antigas apenas para que se possa fechá-las com consciência. O encontro não é convite, é conclusão. Ele devolve fatos, reorganiza perspectivas, revela contextos que antes estavam nebulosos. Não para reviver, mas para libertar.

Depois dessa revelação, o caminho adiante se torna mais nítido. O presente ganha mais valor, o futuro mais direção, e o passado mais silêncio. O que retorna nessa fase não vem para ficar; vem para ensinar. E, ao cumprir seu propósito, volta a se afastar, deixando apenas entendimento e paz.

Alguns reencontros não são destino.

São apenas a confirmação de que o ciclo finalmente chegou ao fim.

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