Existem escolhas silenciosas que mudam tudo.
Não nascem de gritos, mas de cansaços guardados em silêncio,
de madrugadas em que a alma sussurra: ‘Chega de me deixar por último.’
Não se trata de egoísmo.
É o despertar de quem já entendeu que não há como florescer
em solo que sufoca.
É aprender a caminhar mesmo quando ninguém entende a rota.
Fazer o que é melhor para si não é virar as costas para o mundo,
é abrir os braços para si mesmo — depois de tanto tempo esquecendo de abraçar a própria essência.
E sim, haverá olhares que julgam, haverá vozes que questionam.
Mas nenhuma delas conhece as tempestades que foram atravessadas em silêncio.
Por isso, não peça desculpas por escolher a sua paz.
A liberdade começa no instante em que a culpa deixa de comandar o coração.
Que seja leve, mesmo quando for firme.
Que seja verdadeiro, mesmo quando for solitário.
Porque é assim que se constrói uma vida inteira de recomeços sinceros.

Bia, acredito existir na sociedade um mal entendido que nos induz a acreditar que quando olhamos para nós mesmos estamos sendo egoístas, quando, na verdade, se não buscarmos a nossa luz e ficarmos bem jamais ofereceremos o nosso melhor. Assim, não se trata de ser egoísta, mas, como você diz, “abrir os braços para nós”. Isso não impede de sermos altruístas, mas sim, é necessário afagarmos os nossos corações. Gosto da forma reflexivo com que escreve.
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Que bonito ler isso, Leandro. 💛
Concordo profundamente, cuidar da própria luz não é egoísmo, é um gesto de amor que também ilumina quem está por perto. É no equilíbrio entre o dar e o acolher que a alma encontra descanso.
Obrigada por suas palavras e pela delicadeza de ler com o coração. ✨
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