Damos 1001 chances não apenas quando o amor falta,
mas também quando ele existe,
intenso, real, correspondido,
e, mesmo assim, as atitudes não acompanham o sentimento.
Quando as palavras dizem “eu te amo”,
mas os gestos contradizem.
Quando o coração está presente,
mas as ações desalinham os caminhos.
Não é ausência que machuca,
é a frustração silenciosa de ver o que poderia ser,
e não é.
De sentir o amor pulsando forte,
mas perceber que amar, sozinho, não sustenta tudo.
Cada nova chance nasce da esperança de que, desta vez,
o outro compreenda o peso de suas atitudes.
Mas o tempo ensina, com delicadeza ou com dor,
que amor não é desculpa para permanecer igual.
Porque amar também é responsabilidade:
com o outro e consigo mesmo.
E quando só um tenta mudar, o amor se desequilibra,
a esperança cansa e a alma se esgota devagar.
O limite da chance é o instante em que entendemos
que amor sem mudança vira espera,
e esperar por quem não caminha junto
é uma forma bonita , e dolorosa, de se perder de si.

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