Relações Que Adoecem e a Coragem de Se Escolher

E, se…

E, se tivesse sido tentado mais um pouquinho?

E, se mais uma chance tivesse sido dada?

Talvez o relacionamento tivesse sobrevivido… talvez o outro tivesse mudado… talvez houvesse um final diferente.

Mas o “e se” nasce do vazio que fica quando se acredita que amor é sinônimo de insistência.

Em relações tóxicas, o tempo não cura, prolonga o desgaste.

Cada nova tentativa se transforma em mais um fragmento de si sendo deixado pelo caminho.

E, aos poucos, a alma vai aprendendo a viver em pedaços.

Não é a ausência de amor que destrói.

É o desequilíbrio.

É um entregar inteiro enquanto o outro oferece metades.

É sustentar sozinho um vínculo que deveria ser construído a dois.

É acreditar que mais esforço salvaria aquilo que, na verdade, só sobrevivia porque um se esquecia de si.

Tentar mais um pouco não muda quem não quer mudar.

Mais chances não transformam quem não enxerga o próprio reflexo.

E um coração cansado, por mais que ame, também chega ao limite.

O amor verdadeiro não exige sacrifício constante.

Ele não pesa — sustenta.

Não drena — nutre.

Não pede para ficar onde só a dor permanece.

Às vezes, parar de insistir não é desistir. É, enfim, libertar-se do que machuca e voltar para si.

3 comentários em “E, se…”

    1. É verdade… O “se” tem o peso das âncoras invisíveis, prende, mas também ensina. Ele mostra o lugar onde deixamos pedaços de nós. E, quando conseguimos soltar essa âncora, não negamos o passado… apenas escolhemos navegar outra vez.✨

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