Recomeços e Transformações

Quando partir é o ato de permanecer fiel

Não foi traição.

Foi apenas o instante em que a lealdade precisou mudar de direção.

Há momentos em que continuar tentando é o mesmo que se perder.

Em que amar vira sinônimo de desistir de si.

E o coração entende, em silêncio,

que permanecer seria uma forma sutil de abandono.

Bloquear, afastar-se, escolher o próprio limite

tudo isso parece dureza,

mas nasce de um cansaço antigo,

da exaustão de quem já deu mais do que tinha.

O amor, quando é verdadeiro,

não deveria exigir sobrevivência.

Deveria ser casa, não campo de guerra.

Ainda assim, depois da partida,

o pensamento insiste:

“E se fosse possível consertar?”

Mas o tempo mostra

algumas histórias se salvam apenas quando cessam.

Não foi frieza.

Foi instinto de proteção.

Foi o corpo pedindo pausa,

a alma pedindo ar.

Porque há um ponto em que o silêncio

deixa de ser ausência

e se transforma em respeito.

E nesse ponto, partir

é a forma mais fiel de ficar

consigo mesmo.

6 comentários em “Quando partir é o ato de permanecer fiel”

    1. Reconhecer os próprios passos é um gesto silencioso de coragem.

      Há beleza em quem decide cuidar das feridas antes que elas se tornem muralhas.
      A terapia é como abrir janelas num quarto escuro, aos poucos, a luz entra, e a alma respira.

      Não é sobre apagar o passado, mas sobre aprender a caminhar de novo… com mais ternura por si mesmo. 💛✨

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