Não foi traição.
Foi apenas o instante em que a lealdade precisou mudar de direção.
Há momentos em que continuar tentando é o mesmo que se perder.
Em que amar vira sinônimo de desistir de si.
E o coração entende, em silêncio,
que permanecer seria uma forma sutil de abandono.
Bloquear, afastar-se, escolher o próprio limite
tudo isso parece dureza,
mas nasce de um cansaço antigo,
da exaustão de quem já deu mais do que tinha.
O amor, quando é verdadeiro,
não deveria exigir sobrevivência.
Deveria ser casa, não campo de guerra.
Ainda assim, depois da partida,
o pensamento insiste:
“E se fosse possível consertar?”
Mas o tempo mostra
algumas histórias se salvam apenas quando cessam.
Não foi frieza.
Foi instinto de proteção.
Foi o corpo pedindo pausa,
a alma pedindo ar.
Porque há um ponto em que o silêncio
deixa de ser ausência
e se transforma em respeito.
E nesse ponto, partir
é a forma mais fiel de ficar
consigo mesmo.

Sim… às vezes, partir é a forma mais bonita de permanecer leal a si mesmo… ✨
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Belíssimo.
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Grata… 💛 às vezes, a beleza mora no silêncio das palavras.
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Eu traí muito, mas estou pensando sobre minha vida… Tenho medo por insegurança, tristeza, raiva. Estou cuidando da minha ansiedade. Faço terapia com psicóloga, é muito importante pra mim.
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Reconhecer os próprios passos é um gesto silencioso de coragem.
Há beleza em quem decide cuidar das feridas antes que elas se tornem muralhas.
A terapia é como abrir janelas num quarto escuro, aos poucos, a luz entra, e a alma respira.
Não é sobre apagar o passado, mas sobre aprender a caminhar de novo… com mais ternura por si mesmo. 💛✨
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