Foi assim…
sem fogos,
sem palavras bonitas,
sem final de filme.
Apenas um silêncio denso,
preenchendo cada espaço que um dia foi abrigo.
Os sentimentos, anestesiados,
não choram, apenas pesam
como se carregassem o eco de tudo que já não volta.
A ansiedade repousa no corpo como ferida aberta,
lembrando que nem sempre o tempo cura,
mas ensina a conviver com o vazio.
Foram muitos erros…
tantos perdões silenciosos…
e uma esperança persistente, quase ingênua,
de que o amadurecimento chegaria com o tempo,
de que o amor bastaria para sustentar o que já estava ruindo.
Mas histórias também se desfazem nas pequenas coisas:
nas atitudes não tomadas,
nas palavras não ditas,
nos gestos que, ao invés de construir, desgastam.
E chega o instante em que o destino já não sussurra
ele apenas mostra o caminho que se separa.
Cada passo, agora, segue só,
num silêncio que não é desistência,
mas escolha.
A esperança permanece, não no retorno,
mas na sabedoria de que algumas despedidas
são a forma mais silenciosa de recomeçar.

Li seus versos agora e me bateu uma melancolia de entender que estou vivendo esse processo. E que os silêncios se tornam (não) atitudes porque se quer “testar” se surgirá alguma atitude do outro. Que esse silêncio se torna apatia e sofrimento. Talvez os caminhos devam se separar, mas insistir em nome do que um dia já foi faz parte do processo, pois resta a esperança de que a paixão possa ressurgir.
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Se te consola… você não está sozinho nesse sentir. 💛
Eu também conheço esse silêncio que aperta o peito e fala sem palavras.
Partir, às vezes, é um gesto de amor
quando amar já dói mais do que abraça. ✨
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Ainda tenho esperanças. Veremos. O tempo vai me dizer.
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Artfully conveyed
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