Esperança

Quando a vida sorri em gestos simples

A alegria de viver não costuma se anunciar em vozes altas.

Ela chega de mansinho, como quem não quer ser notada,

e se instala em pequenos detalhes que quase passam despercebidos.

Está no frescor do ar da manhã,

no canto de um pássaro que atravessa o silêncio,

na sensação de pés descalços tocando a terra,

na memória de um abraço que ficou guardado por dentro.

Muitas vezes, procuramos essa alegria em conquistas grandiosas,

em futuros distantes, em promessas de “quando tudo estiver bem”.

Mas a vida insiste em nos mostrar que ela já está aqui,

no presente que respiramos agora.

Ela se revela quando rimos sem motivo aparente,

quando nos emocionamos com a beleza de uma música,

quando um pôr do sol nos obriga a parar

e lembrar que ainda existe cor,

mesmo nos dias mais nublados.

A alegria de viver não significa ausência de dor.

Ela é, antes, a coragem de se abrir para a luz

mesmo quando a sombra existe.

É reconhecer que cada instante, por mais comum,

é um pedaço do milagre de existir.

E quando aprendemos a olhar assim

com olhos que se encantam,

com coração disposto a sentir,

com alma aberta ao simples

descobrimos que a vida, apesar de tudo,

sempre encontra uma forma delicada de nos abraçar.

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