Às vezes procuramos grandes acontecimentos,
como se a felicidade estivesse sempre
no extraordinário, no distante, no raro.
E, no entanto, é nas pequenas coisas
que a vida se revela inteira.
Um riso inesperado no meio de um dia difícil.
Um raio de sol atravessando a janela.
Um café quente que aquece não só as mãos,
mas também a alma cansada.
A conversa breve com alguém que entende
sem que seja preciso explicar.
Essas pequenas alegrias, tão discretas,
são fios invisíveis que costuram nossos dias.
São elas que nos lembram que ainda vale a pena,
mesmo quando o peso parece maior que a esperança.
Não precisamos esperar o futuro para viver.
O presente está cheio de delicadezas escondidas,
como sementes que florescem
apenas quando paramos para olhar.
E talvez seja isso:
a vida não é feita apenas de grandes vitórias,
mas de instantes miúdos
que transformam o coração em lar.

Precioso!
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