Quem oferece com o coração não faz esperando aplausos.
Mas também não merece o silêncio frio de quem finge não ver.
Não é ego, não é cobrança.
É só um desejo simples:
que a gentileza não se perca no vazio.
Que o cuidado que se oferece
não volte como indiferença.
Há quem diga: “não se deve esperar nada em troca.”
E talvez seja verdade
mas não no sentido de anular sentimentos.
Porque há trocas que não se medem em coisas,
mas em presença, em palavras,
em olhos que dizem: “obrigado por estar.”
Quem ama, cuida.
Quem cuida, sente.
E quem sente, também se fere
quando o que entrega com delicadeza
é recebido como se fosse obrigação.
A gratidão não é pagamento.
É reconhecimento.
É o gesto que diz: “eu vi.”
E, às vezes, isso é tudo o que o coração precisa.
