Há despedidas que não se anunciam,
apenas acontecem dentro da gente,
quando a alma compreende
que não há mais caminho comum.
Então a mente busca refúgio,
ocupa-se com novos pensamentos,
arquiva conversas que antes eram rotina,
e aprende a deixar em silêncio
o que já não encontra espaço em voz.
Guardar alguém no canto mais bonito do coração
não é negação,
é reconhecimento de que houve amor,
mesmo quando o tempo se encarregou
de mostrar que não poderia durar.
Não é apagar,
é preservar a memória sem ferir o presente.
É fechar um livro
sabendo que suas páginas sempre existirão,
mas já não precisam ser relidas todos os dias.
E assim, pouco a pouco,
a ausência se transforma em lembrança,
a saudade aprende a não gritar,
e a vida, com sua coragem silenciosa,
segue adiante
leve, apesar do peso,
cheia de histórias que ainda florescem,
mesmo depois do adeus.

Dia 24.05.24 foi o último dia que toquei com rosto do meu jovem amigo que adormeceu
Foi um ‘silencio’ que se fez até hoje depois da despedida, você tocou fundo meu coração 🥺
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Que o silêncio que ficou se transforme, aos poucos, em lembrança viva.
Há ausências que não se preenchem, apenas se aprendem a amar de outro jeito.
Seu jovem amigo, adormecido, segue tocando corações… inclusive o meu agora, por meio das suas palavras. 🤍
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