Amor não é prisão.
Não é medo.
Não é corrente disfarçada de afeto.
Amor é espaço, é respiração.
É saber que o outro pode partir,
mas escolhe ficar.
É confiança que não precisa de grades,
porque nasce do respeito e da entrega voluntária.
O amor que vale é aquele que permite asas,
aquele que não sufoca para manter por perto,
mas que se sustenta por escolha,
pela vontade de permanecer.
Amar é aceitar que não se controla coração alheio.
É abrir a porta e, ainda assim,
ver o outro voltar.
É compreender que só na liberdade
existe a verdade de um vínculo.
Quem ama de verdade entende:
só é amor quando pode ser livre.
