Tome o sol
como quem bebe claridade.
Converse com afetos,
escute risos,
acolha silêncios.
Deixe que um café quente
lhe embale as manhãs,
e que os filmes antigos
lhe recordem ternuras esquecidas.
Apoie o celular distante,
para que o instante
possa respirar em paz.
Registre memórias em fotos,
despeça-se do que pesa,
poste menos,
sinta mais.
Cuide do corpo
como quem acaricia flores,
organize a casa
como quem ordena o coração.
E então,
invista em ser,
fique em si,
descubra o segredo simples:
a paz não se encontra,
se cultiva.
