Entre Sentir e Curar

A arquitetura da alma

Há coisas que não se medem em centímetros, mas em respiros.

Não se pesam em quilos, mas no silêncio que deixam quando se vão.

A alma é feita disso — do que escapa aos olhos, mas fica na pele.

É um lugar que guarda luz e sombra.

Que conhece a delicadeza de um amanhecer

e a densidade de um fim de tarde que parece não passar.

Há dias em que ela se expande,

como se coubesse todo o horizonte dentro.

E há dias em que se recolhe,

enquanto tenta se curar das cicatrizes que o mundo não vê.

Talvez viver seja justamente aprender

a escutar essa arquitetura invisível.

A saber quando abrir janelas

e quando fechar as portas para que o vento não leve o que é essencial.

Porque, no fundo, a alma só pede uma coisa:

um lugar seguro para existir inteira

mesmo que o mundo lá fora não entenda.

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