Entre Sentir e Curar

O ‘stand by’ da alma

Há dias em que tudo fica em suspenso.

Não é preguiça, nem espera calculada.

É como se o corpo e a mente

ficassem num modo de economia de energia,

em silêncio, no fundo do próprio mar.

As tarefas mais simples parecem montanhas,

os passos mais curtos, travessias.

Nada chama, nada puxa.

É como se o mundo seguisse girando

enquanto dentro tudo estivesse parado,

num compasso lento que não se apressa por nada.

Chama-se procrastinação,

mas por dentro é outra coisa:

um vazio de ânimo,

uma pausa involuntária,

um stand by invisível.

E talvez seja nesse intervalo

que a vida, em silêncio,

esteja procurando um jeito

de reacender a centelha que move.

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