Para quem continua mesmo sem ter chão firme. Sobre o valor da persistência mesmo em noites sem estrelas.
Às vezes, o caminho desaparece.
Não há trilha visível, nem garantias.
Só um passo depois do outro — meio trêmulo, meio cansado.
E ainda assim, um passo.
Nessas noites sem estrelas,
o abrigo é seguir.
É o movimento que acolhe,
a decisão de não se abandonar,
mesmo quando tudo em volta parece ter ido embora.
Seguir é um gesto silencioso de fé.
Fé de que, em algum ponto adiante,
a luz voltará a nascer.
E que dentro de si, mesmo exausto,
ainda pulsa algo que quer continuar.
Não é sobre força.
É sobre não desistir de existir
— mesmo sem mapa, sem resposta,
sem entender exatamente por quê.
Porque às vezes, seguir em frente
é o único modo de se proteger da desistência.
É o único jeito de permanecer de pé
quando tudo em volta já tombou.
E isso… já é um milagre discreto.
Daqueles que salvam sem alarde.
