Às vezes o arrependimento não grita.
Chega quieto, no intervalo de um pensamento.
Senta ao lado da saudade,
e os dois ficam ali, em silêncio
lembrando o que poderia ter sido diferente.
Não é sobre castigo.
É sobre a consciência que vem depois.
Depois do impulso.
Depois da pressa.
Depois do orgulho.
E dói.
Mas também ensina.
Porque o arrependimento,
quando escutado com gentileza,
pode ser o começo de um novo caminho.
Não apaga o que passou,
mas pode iluminar o que ainda vem.
