Há momentos em que tudo parece suspenso.
O céu pesa, os pensamentos se arrastam, e até o tempo parece desacelerar.
Nesses dias, o que sustenta nem sempre é visível.
Às vezes, é uma lembrança que aquece.
Um gesto simples.
Alguém que entende o silêncio.
Uma frase que ficou na memória.
Uma xícara de chá. Uma música antiga. Um cheiro que abraça.
Nem sempre é preciso grandes motivos para continuar.
Às vezes, é só uma fagulha — mas ela basta.
