Nem todos os dias chegam com luz.
Alguns amanhecem pesados, com silêncios densos e um céu que parece não prometer nada.
Há manhãs em que até o corpo parece arrastar o tempo.
E ainda assim… algo insiste em permanecer.
Chama-se esperança.
Não a que grita — mas a que sussurra.
Não a que chega com grandes promessas mas a que não vai embora, mesmo quando tudo parece sem sentido.
Esperança não é otimismo forçado.
É resistência suave.
É a capacidade de continuar regando a terra mesmo sem ver flor nenhuma.
É entender que o céu nublado não é ausência de sol — é apenas pausa.
Nos dias cinzentos, a alma se recolhe.
Mas isso também é parte do processo.
Tudo o que vive tem ciclos.
E há força em aceitar que a vida nem sempre será clara, mas ainda assim vale ser vivida.
O essencial é lembrar:
alguma luz sempre resiste por dentro.
Mesmo que pequena, mesmo que tímida.
Ela não some — apenas aguarda.
Até que o tempo interno volte a clarear.
