Nem tudo o que sustenta uma vida faz barulho.
Há forças que não aparecem nas fotos, que não se explicam em voz alta, que não exigem palco.
São discretas mas constantes.
Às vezes, o que mantém alguém de pé está no invisível.
Na respiração que se alonga entre uma decisão e outra.
No gesto simples de preparar o alimento do dia.
No toque que consola sem precisar de explicação.
No hábito de arrumar o espaço ao redor como uma tentativa de cuidar do que está por dentro.
Existem pilares silenciosos:
a fé que continua mesmo sem garantias,
o corpo que segue, mesmo exausto,
a gentileza que é oferecida sem aplausos,
a esperança que sussurra no meio do cansaço.
O que sustenta uma vida pode ser o que ninguém vê:
o olhar que acolhe,
as rotinas que ancoram,
os vínculos que não cobram performance,
os silêncios que compreendem.
Às vezes, o essencial não está no que impressiona.
Está no que permanece
mesmo quando tudo ao redor se cala.

Galactic elegance
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